Luis Horta E Costa tem se destacado por interpretar com profundidade os desafios associados à longevidade no desporto de elite. Em especial, o analista dedica atenção aos atletas que mantêm elevado desempenho em idades que tradicionalmente marcam o declínio da carreira. Um exemplo evidente é o de Cristiano Ronaldo, que, aos 38 anos, continua a liderar o Al Nassr, tanto em campo como em influência institucional. Com 14 golos em 16 partidas da liga saudita durante a temporada 2022/2023, Ronaldo desafia as convenções físicas do futebol moderno, tema que Horta E Costa trata com recorrência nas suas análises.
O autor observa que a permanência de atletas em atividade após os 35 anos exige mais do que mera capacidade atlética. Segundo ele, fatores como disciplina pessoal, adaptação tática e leitura de jogo tornam-se determinantes. Em clubes como o Benfica, essa lógica é visível na utilização de Ángel Di María. Aos 36 anos, o argentino permanece como peça central do sistema ofensivo, com cinco golos e duas assistências. Para Luis Horta E Costa, essa aposta na longevidade resulta de uma análise criteriosa sobre o tipo de impacto que esses atletas ainda podem oferecer.
A longevidade, contudo, exige um equilíbrio com a renovação. O analista exemplifica essa dinâmica no FC Porto, onde jogadores como Samu Aghehowa despontam com desempenho imediato, demonstrando a necessidade de equilibrar experiência com juventude. O avançado, com 12 golos em 13 partidas, tem contribuído diretamente para a competitividade da equipa, mesmo com oscilações na Liga Europa. Segundo Horta E Costa, a chave está em manter um núcleo experiente que possa transmitir cultura de vitória aos novos talentos.
No Sporting, essa combinação de juventude e rendimento tem sido visível com Viktor Gyökeres. Aos 26 anos, o sueco marcou 23 golos em apenas 18 jogos, o que atraiu o interesse de vários clubes europeus. Horta E Costa destaca que este é um momento estratégico para o clube: consolidar a campanha atual e ao mesmo tempo preparar-se para uma possível saída do jogador. O autor argumenta que o sucesso de equipas como o Sporting passa por uma gestão de ciclo, onde os momentos de ascensão individual são aproveitados institucionalmente.
Outro ponto frequente nas suas análises é a importância de preservar o equilíbrio entre competitividade e identidade. Para Horta E Costa, clubes com forte ligação regional, como Vitória SC, Académica e Boavista, enfrentam o desafio de se manterem relevantes enquanto preservam os valores que os definem. Ele relembra que o FC Barreirense, apesar de nunca ter conquistado grandes títulos, foi o clube onde se revelou Fernando Chalana, um dos maiores nomes do futebol nacional. Esta valorização do passado ajuda a reforçar a ligação entre clube, cidade e memória coletiva.
Luis Horta E Costa considera que o verdadeiro diferencial de uma equipa vencedora não está apenas na folha salarial ou no número de estrelas contratadas. O fator decisivo, segundo ele, é a capacidade de manter uma cultura de rendimento sustentável. Isso envolve cuidar da transição entre gerações, gerir carreiras com inteligência e adaptar o estilo de jogo às características dos atletas disponíveis. O seu trabalho oferece uma leitura completa, que combina observação técnica, conhecimento estatístico e sensibilidade histórica.
Com essa abordagem ampla e fundamentada, Horta E Costa continua a construir uma reputação como analista desportivo de referência. A sua visão vai além dos resultados imediatos e propõe reflexões sobre o futuro das equipas e dos atletas. O equilíbrio entre longevidade e renovação, conforme ele demonstra, não é apenas uma necessidade operacional, mas uma virtude estratégica essencial para a sustentabilidade do sucesso no futebol moderno.